Importação própria

O importador adquire a mercadoria junto ao exportador no exterior e providencia sua nacionalização. Não é necessário o registro prévio de nenhum contrato na Receita Federal do Brasil, pois não tem intermediação com empresa importadora, sendo assim uma operação direta e própria.
 

Importação por conta e ordem

É a modalidade indicada para empresas que não tem tempo para cuidar de todos os trâmites da importação e preferem deixar tudo para uma empresa importadora resolver.

Neste tipo de importação, a empresa prestadora de serviço (a importadora) irá promover todo o despacho de importação em nome da empresa adquirente das mercadorias, permitindo assim que o cliente foque no que mais importa: o seu negócio.

Esta modalidade de importação, regulada pelas IN's 225/02 e 247/02, permite que toda a negociação seja feita pela empresa importadora, inclusive sendo esta a consignatária das mercadorias durante o processo de logística e desembaraço. 

Vale ressaltar que neste caso o pagamento ao fornecedor internacional pode ser feito por ambas as empresas (importadora ou adquirente), porém a empresa adquirente da mercadoria é a responsável por provar e dispor da capacidade econômica para o pagamento de toda a importação.
 

Importação por encomenda 

Em uma importação por encomenda, a empresa importadora irá efetuar uma compra e a nacionalização de um produto como se estivesse fazendo uma importação direta própria, porém com a obrigatoriedade contratual de revender a mercadoria à empresa adquirente previamente determinada. Tal contrato deve ter, pelo menos, o prazo e/ou detalhes das operações (IN SRF 634/06).

Neste caso, a obrigação é da importadora de provar a sua capacidade econômica para pagar por toda a importação, sendo também a importadora a única empresa que pode efetuar o contrato de câmbio internacional. A empresa encomendante, que irá comprar as mercadorias, precisa apenas dispor de capacidade financeira para comprar os bens no mercado interno. 

Este tipo de operação precisa atender todas as regras da Lei nº 11.281 de 2006, que diz que serão aplicadas na importação as regras de preço de transferência, ou seja, qualquer operação oriunda de paraíso fiscal; ou que tenha importador ou adquirente relacionado com o exportador, sofrerá ajustes para evitar perdas fiscais para o Estado.